domingo, 29 de junho de 2008

Boa impressão.

A Internacionalização do Mundo
Cristovam Buarque
Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.
(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).
RECOMENDO A LEITURA!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

!!!

Sempre se dá um jeito?
Só não me peça para dar um jeitinho brasileiro, porque isto eu detesto.
Posso fazer o meu melhor, dar um toque pessoal, único, coletivo, em prol do todo ou do nada...
Resultados são uma outra questão. Não se acerta sempre.
Só não me peça para dar um jeitinho brasileiro, porque isto eu detesto.
Fazer de qualquer modo, rapidinho, politicamente correto ou para agradar. Não me molestes com essas mediocridades.
Um brinde aos grandes feitos e as grandes mentes que resistem a massificação da superfluosidade e bestificação total.

REFLEXÃO
PAULO ROBERTO WOVST LEITE

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Para chorar de ???

REFLEXÃO:Dinâmica de classe no segundo dia de aula da 7 série frequentada pelas minhas filhas.
Cada aluno deveria apresentar-se, escrevendo num papel suas características e gostos peculiares.
Após feito isto todos os bilhetes foram distribuídos aleatoriamente entre os alunos para serem lidos numa forma de entreter e demonstrar o conhecimento entre os colegas, uma vez que um dos objetivos era se descobrir o dono do bilhete em questão.
Agora vou entrar no ponto. Uma de minhas filhas pegou o seguinte bilhete:



EU SOU PIQUENO, PALHASO
MINHA BIKE É VERMELHA COM AZU
EU FASO AULA DE SERAMICA E TIATRO
ESSE SOU EU.



Curiosidade:
Santa Catarina é um dos estados do país com melhor qualidade de ensino.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

SAN TELMO

Cabernet Sauvignon 2004
Procedencia Mendoza - Argentina
Regalo de un amigo muy bueno,
¡José Luis!
Agradable como deseo sea todo 2008.
Padre nuestro que estás en los cielos,
Santificado sea tu nombre...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Um breve testemunho

Feriado de xv de novembro do ano de 1988, fui acampar em São Bento do Sapucaí (pedra do Baú) com uns manos de aventuras e tudo não passaria de curtição com muito rock, vinho, violão, fogueira em noite enluarada, banhos de cachoeira, poesias e azaração.



Mas depois daquele acampamento nunca mais as coisas foram iguais, em meio aos meus interesses diversos, uma pessoa passou a povoar meus pensamentos e mexer com coisas até então desconhecidas e evitadas.



Eu que até então passava dias a fio em busca de um contato com seres extraterrenos, passei a desejar um contato bem terreno, com a garota mais intrigante que me aparecera na vida, de uma beleza sem igual, sorriso espontãneo e cativante, energia irradiante e presença de espirito que não passava despercebido por ninguém, portanto o contato ficou difícil e não aconteceu naqueles três dias porque ela simplesmente não me viu.



Só que essa cabeça rolante morava na mesma cidade que eu e ia aos mesmos lugares e gostava das mesmas coisas, mas por um detalhe ou sei lá porque nunca havíamos nos trombado, mas daí em diante nos víamos sempre em tudo que é lugar, mas ela continuava não me vendo, apesar da minha insistência.



Mas em março de 1989 numa festa de despedida que o pessoal organizou no Billy Jack para a minha ida a Porto Alegre, finalmente eu me aproximei dela como das outras vezes e ouve um contato imediato que logo passou a um de 1°grau e prolongou-se a até um de 3°grau e fui embora no outro dia para minha viajem.



De lá fiz um único contato através de um cartão postal, voltei pra minha cidade seis meses depois e me tranquei dentro de mim mesmo por mais de um ano e quando decidi dar uma saidinha em 4 de agosto de 1990, fui ao QH71 com os camaradas e ao chegar lá encostei num canto em pé tomando um vinho, e ela apareceu na minha frente, me beijou e eu não a larguei mais e perdi o medo de amar e acreditei em Deus e quis ser tudo isso que sou agora, um ser terreno, marido, pai e um eterno apaixonado.



Por dois motivos escrevo isso publicamente, porque hoje a amo mais do que ontem e porque desejo a quem ler essas linhas, que possa um dia experimentar o que experimentei.



Mas uma advertência aí vaí, é preciso não ter medo de amar ou simplesmente perder o medo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

LEITE


Leite
Sobrenome português primitivo, derivado de uma alcunha o portador inicial.
Esta se originou da comparação da alvura de uma pessoa com o leite (facez leitosas).
Parece que o mais antigo deste sobrenome foi Petrus Leite, da cidade de Guimarães, senhor de várias propriedades no Minho e documentado em 1258.
Brasâo:
De verde, com três flore-de-lis de ouro, postas 2 e 1. Timbre: a cruz do escudo, ladeada por duas flores-de-lis de verde.
 

sábado, 8 de setembro de 2007

Quando estava distraído.


O que é mais realista

A foto tirada por alguém de improviso

Ou a imagem refletida no espelho as escondidas?

Eu prefiro as pessoas francas e autênticas,

Elas são como as fotos nada escondem.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Decadência Moral!

Os piores problemas da atualidade são de ordem moral.
_ Fome;
_Terror;
_Opressão política;
_Tirania;
_Violência doméstica;
_Vícios;
_etc...
A desigualdade ou seja o descaso dos que tem muito com os que nada tem.
A opressão e a negligência dos que fazem as leis e distribuem as verbas públicas, repassando sempre cotas minímas para educação, saúde e cultura.
O problema do Brasil e do mundo só se resolve com mudança de atitude humana, com a revolução do pensamento humano, mudança desta mentalidade profana para uma mentalidade espiritual, calcada no amor ao próximo.

REFLEXÃO,
PAULO ROBERTO WOVST LEITE.

sábado, 28 de julho de 2007

Raça nojenta.

Existe uma raça de pessoas medíocres e mediocrizantes(o que é bem pior), pois infelizmente muitas delas detém através de certos meios de comunicação em massa o poder de formar opinião.
São homens e mulheres que pensam emprestado, e andam por aí pregando verdades, idéias e filosofias como definitivas.
Incitam a violência através de atitudes e palavras preconceituosas e rivalidades esportivas, onde o mais importante é ganhar e ganhar muito, custe o que custar.
Decoram livros ou artigos, registram tudo, lixo ou não e tomam conta dos debates e conversas, dando sempre a última palavra.
Não nos esqueçamos que nada nestes tipos são próprios, seguem triunfando é verdade, mas um dia isso vai ter um basta.

A vida segue seu curso,
o homem perde-se em custo.
A dor sufoca e oprime,
mas a vida segue seu curso,
esperando a libertação.


PAULO ROBERTO WOVST LEITE
REFLEXÃO